
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Autenticidade

domingo, 13 de abril de 2008
A Cosmologia da Idade Média - o olhar sob o Cristianismo

No século XIV viveu o francês Nicholas Oresme (1320-1382), um brilhante matemático, físico e economista, que apesar de seus trabalhos científicos, é muito mais célebre por ter, em algum momento antes do ano 1355, escrito o livro "Tratado sobre a Origem, Natureza, Lei, e Alterações das Moedas", o primeiro tratado sobre economia que falava sobre a teoria da inflação monetária!
Oresme afirmou que o movimento de um corpo somente poderia ser percebido quando ele alterava sua posição em relação a outro corpo.
Baseado nessa idéia, Oresme apresentou um discurso refutando a velha idéia de que a Terra não podia girar em torno do seu eixo.
Em 1377 Nicholas Oresme publicou o livro "Le Livre du Ciel et du Monde", uma tradução com comentários do livro "De caelo" de Aristoteles. É curioso notar que, esse livro de Oresme possui ilustrações, de autor desconhecido, que mostram as esferas celestes colocadas na sua ordem convencional, com a Lua e Mercúrio mais próximos da Terra e Saturno e as estrelas nas esferas mais elevadas. No entanto, as esferas das ilustrações ai mostradas são concavas para cima, centradas em Deus, em vez de serem mostradas com a forma concava para baixo e centradas na Terra.
O significado do termo "evangélico"

As pessoas só começaram a usar o rótulo no século XVI, designando aqueles que abraçaram o Evangelho que havia - num sentido bem real - sido recuperado pela Reforma Protestante naquele século. "Evangélico" vem de "evangel", que é o termo grego para "evangelho". Deste modo, os "evangélicos" eram luteranos e calvinistas que queriam recuperar o evangel e proclamá-lo dos altos dos telhados. Era uma designação empregada para colocar os Protestantes num agudo contraste com os Católicos Romanos e "seitas". Mas para entender por que estes Protestantes pensavam que eram realmente aqueles que recuperaram o verdadeiro e bíblico Evangelho, temos que entender o que era aquele evangelho.
O "Evangel"
A Reforma era uma coleção de "solas" - esta é a palavra latina para "somente". Eles vibravam ao dizer "Sola Scriptura!", significando, "Somente as Escrituras". A Bíblia era a "única regra para fé e prática" (Westminster) para os reformadores. Você vê que a igreja acreditava que a Bíblia era totalmente inspirada e infalível, mas a igreja era o único intérprete infalível da Bíblia. Os Reformadores acreditavam que a Tradição era importante e que os Cristãos não a deveriam interpretar por eles mesmos, mas que todos os cristãos sejam clérigos ou leigos, deveriam chegar a um comum entendimento e interpretação das Escrituras juntos. A Bíblia não deveria ser exclusivamente deixada aos "espertos", mas isso nunca significou para os Reformadores que cada cristão deveria presumir que ele ou ela pudessem chegar a interpretações da Bíblia sem a orientação e assistência da Igreja.
O principal ponto de "Sola Scriptura" então, era este: Não deveria ser permitido à Igreja fazer regras ou doutrinas fora das Escrituras. Não existem novas revelações, nem papas que ouvem diretamente a voz de Deus, e nada que a Bíblia não apresente deveria ser ordenado aos cristãos.
Como nós ajustamos as coisas hoje?
A questão, é claro, é se "evangélico" hoje significa o que significou há quinhentos anos.
Trocamos nossa rica dieta por um saco de pipocas e estamos mal nutridos. Se os evangélicos terão a mesma saúde espiritual que tiveram em épocas passadas, eles terão que voltar para as verdades que fazem de "evangélicos" "evangélicos". A Bíblia - nosso único fundamento; Cristo - nossa única esperança; Graça - nosso único evangelho; Fé - nosso único instrumento; a Glória de Deus - nosso único alvo; o Sacerdócio de todos os santos - nosso único ministério. Este evangelicalismo original ainda é suficiente para fazer, mesmo de nossas menores vitórias, algo muito grande.
Extraído do Jornal "Os Puritanos" Ano V - Número 3
sábado, 12 de abril de 2008
O Gênese segundo George Gamow

sexta-feira, 11 de abril de 2008
¿
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Não seja...

"Não sejas excessivamente nada…
Nada em excesso faz bem…
Não sejas excessivamente bom para que não
te enredes em tua própria bondade, e, assim, te corrompas
na presunção de tuas próprias leis de nobreza e misericórdia.
Não sejas excessivamente justo para que a
tua justiça não se torne em perversidade…
Não sejas completamente inclusivo,
pois, assim, perderias o teu caráter.
Não sejas completamente exclusivo,
pois, assim, perderias a tua alma e tornar-te-í-as empedrado…
Não busques nem as alturas e nem os abismos.
Se tu chegares num desses pólos…
que tenhas sido apenas levado pela vida, não por ti mesmo.
Antes, busca o caminho do equilíbrio e a vereda plana.
Todo excesso destrói o ser!"
sexta-feira, 28 de março de 2008
É Proibido Pensar

Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
A extravagância vem de todos os lados
E faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé, rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
E é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei, pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquez universal
Se apossando dos céus
Estão distante do trono, caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Pra nos escravizar.
(João Alexandre)
quarta-feira, 26 de março de 2008
Igreja Neoprimitiva

Há um murmurinho do lado de fora, quando de repente aparece Matias, o apóstolo levita, tocando o seu shofar para que o culto tenha início.
Logo após os cânticos entoados por toda a congregação, cerca de duas mil pessoas, o culto da campanha da prosperidade tinha começado. Era o quinto domingo da campanha que tinha o objetivo de determinar a Deus a restituição daquilo que eles tinham direito.
Mateus, o ex-cobrador de impostos, assume o posto no púlpito. Vale a pena descrever aquele púlpito: cerca de quinze metros de comprimento por dez de largura, no centro um menorah em tamanho gigante, com um piso todo em mármore. E ainda, doze cadeiras com aparência de ouro.
Mateus usa de todas as suas técnicas aprendidas na antiga profissão para persuasão da entrega de ofertas. Benção sobre o que der, mesmo que seja a contragosto, e maldição sobre o que não der, mesmo se não tiver dinheiro. O dinheiro, dizia ele, seria revertido para um novo templo que estava sendo construído em Roma com o dobro de tamanho do atual, que estava localizado em Jerusalém.
Passado tal momento, Tiago passa a palavra para João, o discípulo amado, que estaria pregando naquela noite sobre quebra de maldição e cura interior. Era necessário lembrar ou relembrar aquilo que foi dito contra a sua vida, mesmo antes de se ter consciência, afinal isso estava atrapalhando sua vida no cotidiano.
Começa a oração sobre todos, enquanto levitas entoam uma música, dizia-se música de adoração, no meio dos levitas pode-se ver alguns gentios mas estavam a frente da igreja cantando, consequentemente eram levitas. Alguns judeus haviam questionado se tais gentios haviam se circuncidado para se auto proclamarem judeus levitas, esse tipo de questionamento só trazia dúvidas e confusões dentro da igreja, principalmente com os líderes. Expulsaram os judeus que faziam tais perguntas.
Enquanto pessoas estão recebendo novas unções e imitam animais no meio do templo, um demônio se manifesta, foi difícil perceber se era realmente um demônio. Constatada a possessão demoníaca é feita uma pausa no som. Tomé expulsaria o demônio naquela noite. Todos se sentam, estavam prestes a ouvir uma longa entrevista que começaria naquele momento.
Após todas as perguntas de praxe anotadas cuidadosamente em um pergaminho, que mais tarde serviria de ensinamento a igreja, deixaram a pessoa que estava possuída rosnando no meio do púlpito. Os santos ovacionam aquela cena com grande histeria, enquanto isso Tomé conversa com os demais apóstolos sobre o que estava acontecendo, é repreendido severamente. Volta e expulsa o demônio com alguns chavões bem conhecidos dos que ali congregavam.
Após a pregação e expulsão de demônios, Paulo fala sobre sua última viagem a Roma, tinha ido conversar com o Imperador sobre o novo templo. Novamente ratifica o que foi falado por Mateus, mas agora usando uma nova técnica que tinha aprendido quando ainda era fariseu. Fala sobre as práticas judaizantes que não deviam esquecer, mesmo sendo gentios.
Tiago já ao findar do culto, diz a igreja que naquela noite estava sendo liberada uma nova unção, assim como um novo título, para Pedro, pois havia uma promessa de Jesus sobre a vida dele, não seria mais apóstolo como os outros, mas sim Pai dos Apóstolos, e consequentemente Pai dos pais da igreja. Pedro a partir daquele momento seria o Papa da igreja primitiva.
Nos anúncios finais, Tiago mais uma vez lembra a igreja do seminário de batalha espiritual que estaria sendo ministrado naquela semana, haviam terminada a apostila com a última entrevista feita naquela noite. Seria realmente uma benção, assim como foi aquele culto de domingo, diziam os membros daquela igreja.
Raphael Rap, no blog Rapensando [via Infinita Highway]
sábado, 8 de março de 2008
Sýntonos

terça-feira, 4 de março de 2008
Possibilidade vs. Probabilidade
(Lopes da Costa)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Ética

Fundamentos da Ética Cristã
Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões. Fazemos escolhas, optamos, resolvemos e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual, a vida da empresa e de nossos semelhantes.
Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas ciências exatas é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos.
As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.
A nossa palavra "ética" vem do grego eqikh, que significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.
Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões.
Alternativas Éticas
Cada um de nós tem uma ética. Cada um de nós, por mais influenciado que seja pelo relativismo e pelo pluralismo de nossos dias, tem um sistema de valores interno que consulta (nem sempre, a julgar pela incoerência de nossas decisões...!) no processo de fazer escolhas. Nem sempre estamos conscientes dos valores que compõem esse sistema, mas eles estão lá, influenciando decisivamente nossas opções.
Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas de acordo com o seu princípio orientador fundamental. As principais são: humanística, natural e religiosa.
Éticas Humanísticas
As chamadas éticas humanísticas são aquelas que tomam o ser humano como a medida de todas as coisas, seguindo o conhecido axioma do antigo pensador sofista Protágoras (485-
Hedonismo
Uma forma de ética humanística é o hedonismo. Esse sistema ensina que o certo é aquilo que é agradável. A palavra "hedonismo" vem do grego |hdonh, "prazer". Como movimento filosófico, teve sua origem nos ensinos de Epicuro e de seus discípulos, cuja máxima famosa era "comamos e bebamos porque amanhã morreremos". O epicurismo era um sistema de ética que ensinava, em linhas gerais, que para ter uma vida cheia de sentido e significado, cada indivíduo deveria buscar acima de tudo aquilo que lhe desse prazer ou felicidade. Os hedonistas mais radicais chegavam a ponto de dizer que era inútil tentar adivinhar o que dá prazer ao próximo.
Como conseqüência de sua ética, os hedonistas se abstinham da vida política e pública, preferiam ficar solteiros, censurando o casamento e a família como obstáculos ao bem maior, que é o prazer individual. Alguns chegavam a defender o suicídio, visto que a morte natural era dolorosa.
Como movimento filosófico, o hedonismo passou, mas certamente a sua doutrina central permanece em nossos dias. Somos todos hedonistas por natureza. Freqüentemente somos motivados em nossas decisões pela busca secreta do prazer. A ética natural do homem é o hedonismo. Instintivamente, ele toma decisões e faz escolhas tendo como princípio controlador buscar aquilo que lhe dará maior prazer e felicidade. O individualismo exacerbado e o materialismo moderno são formas atuais de hedonismo.
O hedonismo não tem muitos defensores modernos, mas podemos mencionar Gustav Fechner, o fundador da psicofísica, com sua interpretação do prazer como princípio psíquico de ação, a qual foi depois desenvolvida por Sigmund Freud como sendo o princípio operativo do nível psicanalítico do inconsciente.
Muito embora o cristianismo reconheça a legitimidade da busca do prazer e da felicidade individuais, considera a ética hedonista essencialmente egoísta, pois coloca tais coisas como o princípio maior e fundamental da existência humana.
Utilitarismo
Outro exemplo de ética humanística é o utilitarismo, sistema ético que tem como valor máximo o que considera o bem maior para o maior número de pessoas. Em outras palavras, "o certo é o que for útil". As decisões são julgadas, não em termos das motivações ou princípios morais envolvidos, mas dos resultados que produzem. Se uma escolha produz felicidade para as pessoas, então é correta. Os principais proponentes da ética utilitarista foram os filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill.
A ética utilitarista pode parecer estar alinhada com o ensino cristão de buscarmos o bem das pessoas. Ela chega até a ensinar que cada indivíduo deve sacrificar seu prazer pelo da coletividade (ao contrário do hedonismo). Entretanto, é perigosamente relativista: quem vai determinar o que é o bem da maioria? Os nazistas dizimaram milhões de judeus em nome do bem da humanidade. Antes deles, já era popular o adágio "o fim justifica os meios". O perigo do utilitarismo é que ele transforma a ética simplesmente num pragmatismo frio e impessoal: decisões certas são aquelas que produzem soluções, resultados e números.
Pessoas influenciadas pelo utilitarismo escolherão soluções simplesmente porque elas funcionam, sem indagar se são corretas ou não. Utilitaristas enfatizam o método em detrimento do conteúdo. Eles querem saber como e não por que.
Talvez um bom exemplo moderno seja o escândalo sexual Clinton/Lewinski. Numa sociedade bastante marcada pelo utilitarismo, como é a americana, é compreensível que as pessoas se dividam quanto a um impeachment do presidente Clinton, visto que sua administração tem produzido excelentes resultados financeiros para o país.
Existencialismo
Ainda podemos mencionar o existencialismo, como exemplo de ética humanística. Defendido em diferentes formas por pensadores como Kierkegaard, Jaspers, Heiddeger, Sartre e Simone de Beauvoir, o existencialismo é basicamente pessimista. Existencialistas são céticos quanto a um futuro róseo ou bom para a humanidade; são também relativistas, acreditando que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Para eles, o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte.
Sartre, um dos mais famosos existencialistas, disse: "O mundo é absurdo e ridículo. Tentamos nos autenticar por um ato da vontade em qualquer direção". Pessoas influenciadas pelo existencialismo tentarão viver a vida com toda intensidade, e tomarão decisões que levem a esse desiderato. Aldous Huxley, por exemplo, defendeu o uso de drogas, já que as mesmas produziam experiências acima da percepção normal. Da mesma forma, pode-se defender o homossexualismo e o adultério.
O existencialismo é o sistema ético dominante em nossa sociedade moderna. Sua influencia percebe-se em todo lugar. A sociedade atual tende a validar eticamente atitudes tomadas com base na experiência individual. Por exemplo, um homem que não é feliz em seu casamento e tem um romance com outra mulher com quem se sente bem, geralmente recebe a compreensão e a tolerância da sociedade.
Ética Naturalística
Esse nome é geralmente dado ao sistema ético que toma como base o processo e as leis da natureza. O certo é o natural — a natureza nos dá o padrão a ser seguido. A natureza, numa primeira observação, ensina que somente os mais aptos sobrevivem e que os fracos, doentes, velhos e debilitados tendem a cair e a desaparecer à medida que a natureza evolui. Logo, tudo que contribuir para a seleção do mais forte e a sobrevivência do mais apto, é certo e bom; e tudo o que dificultar é errado e mau.
Por incrível que possa parecer, essa ética teve defensores como Trasímaco (sofista, contemporâneo de Sócrates), Maquiavel, e o Marquês de Sade. Modernamente, Nietzsche e alguns deterministas biológicos, como Herbert Spencer e Julian Huxley.
A ética naturalística tem alguns pressupostos acerca do homem e da natureza baseados na teoria da evolução: (1) a natureza e o homem são produtos da evolução; (2) a seleção natural é boa e certa. Nietzsche considerava como virtudes reais a severidade, o egoísmo e a agressividade; vícios seriam o amor, a humildade e a piedade.
Pode-se perceber a influência da ética naturalística claramente na sociedade moderna. A tendência de legitimar a eliminação dos menos aptos se observa nas tentativas de legalizar o aborto e a eutanásia em quaisquer circunstâncias. Os nazistas eliminaram doentes mentais e esterilizaram os "inaptos" biologicamente. Sade defendia a exploração dos mais fracos (mulheres, em especial). Nazistas defenderam o conceito da raça branca germânica como uma raça dominadora, justificando assim a eliminação dos judeus e de outros grupos. Ainda hoje encontramos pichações feitas por neo-nazistas nos muros de São Paulo contra negros, nordestinos e pobres. Conscientemente ou não, pessoas assim seguem a ética naturalística da sobrevivência dos mais aptos e da destruição dos mais fracos.
Os cristãos entendem que uma ética baseada na natureza jamais poderá ser legítima, visto que a natureza e o homem se encontram hoje radicalmente desvirtuados como resultado do afastamento da humanidade do seu Criador. A natureza como a temos hoje se afasta do estado original em que foi criada. Não pode servir como um sistema de valores para a conduta dos homens.
Éticas Religiosas
São aqueles sistemas de valores que procuram na divindade (Deus ou deuses) o motivo maior de suas ações e decisões. Nesses sistemas existe uma relação inseparável entre ética e religião. O juiz maior das questões éticas é o que a divindade diz sobre o assunto. Evidentemente, o conceito de Deus que cada um desse sistema mantém, acabará por influenciar decisivamente o código ético e o comportamento a ser seguido.
Éticas Religiosas Não Cristãs
No mundo grego antigo os deuses foram concebidos (especialmente nas obras de Homero) como similares aos homens, com paixões e desejos bem humanos e sem muitos padrões morais (muito embora essa concepção tenha recebido muitas críticas de filósofos importantes da época). Além de dominarem forças da natureza, o que tornava os deuses distintos dos homens é que esses últimos eram mortais. Não é de admirar que a religião grega clássica não impunha demandas e restrições ao comportamento de seus adeptos, a não ser por grupos ascéticos que seguiam severas dietas religiosas buscando a purificação.
O conceito hindú de não matar as vacas vem de uma crença do período védico que associa as mesmas a algumas divindades do hinduísmo, especialmente Krishna. O culto a esse deus tem elementos pastoris e rurais.
O que pensamos acerca de Deus irá certamente influenciar nosso sistema interno de valores bem como o processo decisório que enfrentamos todos os dias. Isso vale também para ateus e agnósticos. O seu sistema de valores já parte do pressuposto de que Deus não existe. E esse pressuposto inevitavelmente irá influenciar suas decisões e seu sistema de valores.
É muito comum na sociedade moderna o conceito de que Deus (ou deuses?) seja uma espécie de divindade benevolente que contempla com paciência e tolerância os afazeres humanos sem muita interferência, a não ser para ajudar os necessitados, especialmente seus protegidos e devotos. Essa concepção de Deus não exige mais do que simplesmente um vago código de ética, geralmente baseado no que cada um acha que é certo ou errado diante desse Deus.
A Ética Cristã
Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.
Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:
3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.
4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem
Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.
É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.
É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas.
A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais o homem poderá chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são a vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.
Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Porque preferimos o mal?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Encontros são milagres ou são macumbas — milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus.

Um encontro errado, uma pessoa errada, uma iniciação errada, um amigo errado, um dia mal, uma decisão equivocada, uma conseqüência inapelável, uma existência convertida em outra, um outro sentir, um outro ver-se a si mesmo, um outro ver-se no olhar dos outros, uma outra definição de si mesmo perante o mundo, uma outra postura, talvez agressiva, talvez passiva; enfim… — um outro produto humano como variável de uma matriz original de infindas alternativas.
A liberdade do homem reside na sua ignorância das infindas alternativas.
O homem é livre de saber, pois, saber lhe seria a angustia insuportável tomando-o por todos os lados.
Uma pessoa toma uma decisão de visitar amigos, gosta do lugar, muda para lá, e encontra alguém que muda a sua vida. Mas o que a tirou de casa foi uma delicadeza para com um amigo que insistia e pedia uma visita.Uma disputa entre amigos em razão de uma banalidade faz um rapaz e uma moça se encontrarem, e, mesmo sem amor para tal, casarem-se. E suas vidas nunca mais poderem ser outra coisa.
Um encontro. Um ato impensado. Um filho. E um destino radicalmente alterado.
Uma decisão: “Desço ou não do ônibus aqui nesta parada?” — e a vida da pessoa pode mudar para sempre; pois, nesta hipótese, a mulher que desce do ônibus tropeça na descida, e cai nos braços de um homem que a ampara daí pra sempre.
Assim, um dia, saberemos por quantos atos milagrosos fomos feitos e fomos salvos.
Entretanto, é bom que se veja e que se busque entender cada instante-milagre que nos acomete.
Um segundo a mais… — e ele, ela, teriam virado a esquina para além do alcance de nosso olhar…
Tudo é co-incidência: incide junto.
Quase tudo em nossa vida é feito de “acasos” carregados de “desígnios”; e se desígnios não tivessem, mistério, todavia, não lhes faltaria; pois é como é possível que um segundo antes ou depois nos roubassem a oportunidade daquilo que passou a ser o resto-todo de nossas existências?
Assim, encontro é milagre, até quando é um mijagre.
Pense nisso!
Caio
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Não jogue com o amor!

Frases de um demônio

"Quer saber o que nós fazemos?
Negócios. Negócios que atendem a vícios inofensivos, e que divertem pessoas que supostamente temem a Deus.
Assim, elas vão gastando em bebidas, sexo e jogos.
Nós demônios mal mexemos os dedos.
Basta empurrar os humanos na direção certa: Um uísque aqui, uma prostituta ali... E irão para o inferno com um sorisso no rosto.
É uma espécie fraca e corrupta"
Trecho retirado da 3ª Temporada Episódio 4 de Supernatural.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Física Quântica e a Onisciência de Deus

Aparece então a física moderna. Hoje nos ensinam que o tempo depende do movimento e da posição relativa do observador. Tomemos um exemplo bem primitivo. Olhando para o céu, às 15h 12min, vejo uma estrela brilhante, o sol, que paira no espaço a uma distância de cerca de 150 milhões de quilômetros. Na verdade, a luz que vejo partiu da estrela há 500 segundos, e viajou à velocidade de 300.000km/s, embora eu não me dê conta de estar enxergando o resultado do que aconteceu no astro às 15h 04min (horário da Terra). Se o sol subitamente desaparecesse em face de um ataque furtivo de um buraco-negro voraz, eu só saberia oito minutos depois, quando o céu ficaria escuro e eu gritaria:- O sol foi embora! - e me prepararia para a extinção da vida na Terra.
Imagine agora uma pessoa muito grande, quero dizer, muito grande mesmo, cuja abertura entre os pés medisse, digamos, 150 milhões de quilômetros. Esta pessoa põe o pé esquerdo na Terra e o direito, com um sapato de amianto, no sol. Subitamente, bate o pé direito. Imediatamente, as labaredas solares espalham-se em todas as direções e o sol expele gases. Oito minutos depois eu, aqui na Terra, percebo a mudança dramática do sol, mas estou preso na Terra. A pessoa imensa existe parcialmente aqui e parcialmente no sol, sua consciência engloba os dois lugares. Embora parte de seu ser esteja na Terra, tem pleno conhecimento do movimento do pé direito oito minutos antes de todas as outras pessoas na terra. Pergunta-se então, o que é o tempo para esta pessoa imensa? Depende da perspectiva. Faça um esforço mental ainda maior e imagine um Ser tão grande quanto o universo, que existe ao mesmo tempo no planeta Terra e numa galáxia a milhões de anos-luz de distância. Se uma estrela explode nesta galáxia distante, o Ser sabe no mesmo instante, e mesmo assim ainda verá o evento na Terra, milhões de anos depois, como se tivesse acontecido naquele instante. Aliás, muitas estrelas que vemos à noite podem ter se extinguido ou terem sido engolidas por buracos-negros, mas a sua luz continua chegando até o nosso planeta, mesmo que fisicamente elas não existam mais.
A analogia que fiz uso não é exata, porque tolhe este Ser no espaço, embora o liberte do tempo. Mas pode nos dar uma idéia quanto à perspectiva limitada do conceito de tempo adotado em nosso planeta, no qual se afirma que "primeiro acontece A e depois B".
Deus, acima tanto do tempo quanto do espaço, pode ver o que acontece na Terra de um modo que só nos cabe imaginar. Esta linha de pensamento joga luz sobre debates muito antigos sobre a onisciência, presciência, livre-arbítrio e determinismo. Um termo como "presciência" só tem sentido quando considerado do nosso ponto de vista limitado à Terra, pois presume que o tempo é uma seqüência de fatos, um após outro. Do ponto de vista de Deus, que engloba todo o universo de uma só vez, o significado da palavra é consideravelmente diverso. Falando com precisão, Deus não "prevê" os acontecimentos. Ele simplesmente os vê, em um presente eterno.
Meditemos nisto.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Cristianismo Artificial
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Algumas Visões das Religiões

Supralapsarianismo:
1. Eleger alguns, reprovar o restante.
2. Criar.
3. Permitir a Queda.
4. Providenciar salvação para os eleitos.
5. Chamado do eleito à salvação.
Infralapsarianismo:
1. Criar.
2. Permitir a Queda.
3. Eleger alguns, ignorar o restante.
4. Providenciar salvação para os eleitos.
5. Chamado do eleito à salvação.
Amyraldismo:
1. Criar.
2. Permitir a Queda.
3. Providenciar salvação suficiente para todos.
4. Eleger alguns, ignorar o restante.
5. Chamado do eleito à salvação.
Arminianismo:
1. Criar.
2. Permitir a Queda.
3. Providenciar salvação para todos.
4. Chamado de todos à salvação.
5. Eleger aqueles que crêem.
sábado, 1 de setembro de 2007
Não sejas excessivamente nada!

Nada em excesso faz bem…
Não sejas excessivamente bom para que não te enredes em tua própria bondade, e, assim, te corrompas na presunção de tuas próprias leis de nobreza e misericórdia.
Não sejas excessivamente justo para que a tua justiça não se torne em perversidade.
Não tentes ser amor, mas apenas ama. Somente Deus é amor. Nós não sabemos como é ser amor.
Não sejas completamente inclusivo, pois, assim, perderias o teu caráter.
Não sejas completamente exclusivo, pois, assim, perderias a tua alma e tornar-te-í-as empedrado.
Um santo tem que antes ser um bom pecador. E o caminho para a santidade é vereda do reconhecimento do pecado.
Não busques nem as alturas e nem os abismos. Se tu chegares num desses pólos… que tenhas sido apenas levado pela vida, não por ti mesmo. Antes, busca o caminho do equilíbrio e a vereda plana.
Todo excesso destrói o ser!
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
O amor verdadeiro nunca é negligente.
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sexta-feira, 20 de julho de 2007
Desabafo de um Guerrilheiro solitário

Baleado queremos nos entregar
Será que há alguma coisa que possa me levantar?
Eu me pergunto
Dúvidas de um homem em combate
Onde estão os outros guerrilheiros?
As forças inimigas avançam impiedosamente
Onde estão vocês?
Ergam suas cabeças alienadas
Sem união é melhor entregar as armas
Saimon Dias
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Sem barganhas.

E agora, de súbito, a névoa ao meu redor tornou-se mais densa
do que nunca, penetrando profundamente em minha alma e envolvendo-a por
inteiro... tudo o mais desapareceu.Estou cansada das trevas que me cercam... ouço vozes de escárnio: "É tudo um sonho, essa conversa de um país celestial, banhado em luz, perfumado com fragrâncias deliciosas e de um Deus que criou tudo isso, que deve ser sua herança por toda a eternidade. Você crê mesmo que a névoa ao seu redor se dissipará mais adiante? Então continue desejando a morte! Mas a morte torna suas esperanças absurdas, e não será outra coisa senão uma noite mais escura do que nunca, a noite da mera não existência".
Teresa havia descoberto seu anseio por Deus como poucos fazem. Será que ela também descobriu 0 anseio de Deus por ela? E quanto a você? E quanto a mim?
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Entrega e confiança.
Nos longos meses que passou na prisão João da Cruz adquiriu uma consciência preciosa do quanto desejava sentir a presença de Deus. Seus colegas o traíram, seu ministério havia sido arruinado e ele se encontrava confinado num calabouço desumano. Das profundezas de sua alma, onde só a dor pode chegar, ele clamou:
Onde te escondeste,
Amado, e me deixaste a gemer?
Como um cervo
fugiste
tendo me ferido;
Saí à tua procura e havias partido.
No entanto, sua noite escura de anseio insaciado por Deus tornou-se a ocasião para uma visita de Cristo. João descreveu seu encontro com o divino em palavras que nos deixam ao mesmo tempo desconcertados e anelantes.
Chama, viva, constrangedora
e, não obstante, de indescritível ternura
que alcança o cerne recôndito de minha alma!
Queimadura para me curar!
Ferida de prazer, os sentidos meus a superar!
Ah, carícia é o toque de tua suave mão
Do céu o antegosto transmitindo
e toda e qualquer dúvida remindo;
ao me abater, me dás a vida em troca da morte que causa aflição.
Ó lamparinas, com sua chama queimando
que com brilho reluzente, vão transformando
a caverna profunda de minha alma em luz irradiante!
Outrora repleta de sombras, obscura e ignorante,
agora com resplendor novo e incandescente
dá-me calor e refulgência que enche meu Amor de delite.
Ah, com ternura e sempre a amar
despertas dentro de mim, para provar
que aí estás sozinho e secretamente;
tua respiração fragrante me aquieta,
de tua graça e de tua glória minha alma deixa repleta
teu amor se torma meu tão carinhosamente.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Criacionismo

Uma pessoa deste tipo é o astrônomo panteísta, George Greenstein que faz esta declaração, "quando nós pesquisamos toda a evidência, o pensamento aparece insistentemente que alguma força sobrenatural, ou melhor um Agente, deve estar envolvido. É possível que de repente, sem pensar, nós temos tropeçado na prova científica da existência de um ser supremo? Foi Deus que projetou e criou o cosmos para nosso benefício?"
Eu acredito que Greenstein tem ido um pouco longe em outra direção. Eu não penso que nós temos prova da existência de Deus mas eu penso que nós temos, no entendimento do Big-Bang, alguma boa evidência para a existência de Deus.
Outros tem feito um comentário sobre esta evidência. Um livro que eu recomendo é Dreams of a Final Theory, Steven Weinberg. Ele não tem Deus no título, mas é comentado no livro inteiro. Ele conta a história sobre um poema do venerável Bede, uma pessoa religiosa da idade média. No poema, Bede fala sobre o privilégio de nossa existência e o comentário de Weinberg nisto é, "é uma tentação quase irresistível crer junto com o venerável Bede que deve haver algo para nós além da nossa existência." Deve haver algo mais além do materialismo.
É claro que esta idéia vem no Novo Testamento. Por exemplo, Paulo, o apóstolo escreveu, "pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;"(Rm. 1:20). Isto é exatamente o que Weinberg está falando sobre a tentação quase irresistível.
1. Um Criador precisa existir. As ondas de choque do Big-Bang estão apontando claramente a uma criação ex nihilo consistente com os primeiros poucos versículos do livro de Gênesis.
2. O Criador deve ter imponente poder e sabedoria. A quantidade de material e os recursos de poder dentro do nosso Unviverso é verdadeiramente imensa. A informação ou complexidade, manifestada em qualquer parte do Universo e sobretudo em um organismo vivo, está mais além de nossa habilidade de compreender. E o que nós vemos é o que Deus tem mostrado dentro de nossas dimensões de espaço e tempo!
3. O Criador nos ama. A simplicidade, ordem, elegância e beleza visto ao longo da criação demonstram que Deus ama ao invés de ser caprichoso. Além disso, a capacidade de desejo de criar e proteger, visto em tantas culturas, tem sentido se seu Criador possui estes mesmos atributos. Está claro que Deus quer Suas criaturas, porque Ele tem mantido suas necessidades.
4. O Criador é justo e requer justiça. A reflexão interior e a investigação exterior afirmam que os seres humanos tem uma consciência. A consciência reflete a realidade do bem e mal e a necessidade de obediência.
5. Cada um de nós é passível de falha. Nós incorremos em seu desapreço quando violamos qualquer parte da lei moral de Dues em nossas ações, palavras ou pensamentos. Quem pode guardar seus pensamentos e atitudes puros por durante, talvez, uma hora? Se a cada queda uma pessoa viola suas normas, quanto mas as normas de Deus?
6. Já que o Criador ama, é sábio e poderoso, Ele realizou uma maneira de nos resgatar. Quando estamos num ponto de preocupação sobre nossos fracassos pessoais, podemos começar a entender a criação em nossa volta nesse amor de Deus, sabedoria e poder são suficientes para nos livrar de nossa situação desesperada.
7. Se confiamos em nossas vidas totalmente ao Redentor, Jesus Cristo, nos salvaremos. O único caminho é deixarmos nossos esforços humanos para satisfazer os requisitos de Deus e pôr nossa confiança somente em Jesus Cristo e em Seu meio de rendenção, a saber, Sua morte na cruz.
sábado, 19 de maio de 2007
Ficou para trás

"Olhei pra tudo, que eu tinha, que não ia te agradar
pro alto tudo eu joguei, na nova vida que ganhei
Olhei pra tudo, que eu tinha, que não ia te agradar
pro alto tudo eu joguei, na nova vida que ganhei
Agora estou sempre ao teu lado não há magoas pra lembrar
as fotos velhas eu rasguei, minha lembrança se desfez
Do tempo que ficou pra traz
das dores eu vou me livrar
Agora é tempo de aprender
que eu não vivo sem você
O meu futuro será certo, meu presente é viver
Eternamente nos teus braços, não tenho medo de morrer
Agora vivo diferente, meu passado se apagou
O velho homem está morto, a nova vida começou"
(Militantes)
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Como conhecer Deus?

Toda especulação fútil sobre Deus é mera tolice. Se quisermos conhecê-lo de verdade, temos que nos apoiar naquilo que Ele mesmo diz sobre si. Pois, somos limitados em entendimento para que possamos deduzi-lo.
A boa noticia é que Ele não nos deixou na ignorância de Sua pessoa. Ele revela quem É de maneira mediata e geral a toda a criatura. Em Salmo 19 no versículo 1 temos uma idéia disto, vejamos: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos”. Então a existência de Deus está revelada a qualquer um, basta olhar para o lado, no versículo 3 e 4, mais precisamente, A Bíblia nos diz que nem se faz necessárias palavras para ouvir a voz de Deus, pois se faz ouvir a sua voz por toda a terra deste modo.
Porém há uma maneira especial de Deus se revelar, que é através de Sua Palavra, e esta é somente para aqueles que a ouvem. Uma prova de que esta revelação não é para os incrédulos, está em 2 Coríntios 4: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho ...Ele mesmo resplandeceu essa luz, por meio de Jesus, em nossos corações, para a iluminação do conhecimento da Glória de Deus, na face de Cristo”
Ainda ele nos dá o discernimento de Sua Palavra através do Espírito Santo, vejamos o que se diz em João 14:17 e 26: “O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós, meus filhos, o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós... o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo que vos tenho dito”.
Existem pessoas que valem-se do pretexto de que a Bíblia está cheia de contradições e paradoxos, mas isso é facilmente refutado pelo fato de que se você usar-se da lógica e de suas leis, verá que não existe contradição alguma na Bíblia, a saber a Lei da não contradição que diz que A não pode ser e não ser A, no mesmo tempo e no mesmo contexto, coisa que não ocorre em nenhuma passagem bíblica. Já em se tratando do quesito paradoxo, Gordon H. Clark, célebre filósofo, disse certa vez que o que se chama de paradoxo frequentemente nada mais é do que preguiça mental, ou seja, paradoxos, quando sujeitos a um exame minucioso tem uma resposta.
A Bíblia, porém, tem seus mistérios, e eles se dão devido ao fato de que não somos capazes de perscrutar as profundezas de Deus, mas Ele nos garante
Já ouvi muita gente dizer que a Bíblia não é confiável porque foi escrita por homens, e antes de qualquer coisa, digo que, a Própria nos descreve que foi escrita por homens sim, porém divinamente inspirados. A palavra inspiração vem do grego que significa “sopro de Deus”.
A palavra inspiração também chama a atenção para o processo pelo qual o Espírito Santo superintendeu a produção da Bíblia. O Espírito guiou os autores humanos para que as palavras deles não fossem nada menos do que a Palavra de Deus, além do que, a harmonia de um livro para como outro da Bíblia é impressionante, embora os redatores sejam de épocas diferentes, é uma coisa “simples” que revela a ação de Deus, logo, Ele é o autor da Bíblia e é incapaz de inspirar algo falso, em última análise, sua palavra é totalmente verdadeira e digna de toda a confiança.
Em se falando de Seu caráter, a Bíblia nos revela que Ele age de acordo com seu caráter moral, o qual não é só moralmente perfeito, como também é o padrão supremo da perfeição. Deus nunca é arbitrário, extravagante ou caprichoso. Ele sempre faz o que é certo (não por sentimentos).
Existe uma barreira que impede a compreensão total e abrangente de Deus. Somos criaturas finitas. Deus é um ser infinito. Nisso reside o nosso problema. Como o finito pode compreender o infinito? Os Teólogos medievais tinham uma frase que se tornou um axioma dominante em todo o estudo de teologia: “O infinito não pode ser aprendido (ou contido) pelo finito”.
Nosso conhecimento sobre Deus é limitado, mas o conhecimento que Deus nos dá através da revelação de Sua Palavra é real e útil. Podemos conhecer a Deus na mesma medida
“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos para sempre” Deuteronômio 29:29.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
A característica do Evangelho libertário

"Ai de vocês, que vivem estudando religião e escondem do povo a verdade..." (Lucas 11:52). [Éfeso, 90 A.D.] "...Todos vocês estão no mesmo nível como irmãos... Não sejam chamados de 'Mestre'... Vocês parecem ser santos,... enquanto estão expulsando as viúvas das casas delas... Vocês vão a qualquer distancia para converter alguém, e depois fazem a mesma pessoa duas vezes mais digna do inferno do que vocês mesmos... Guias cegos!... Fingidos! ... se esquecem das coisas mais importantes – a justiça... Vocês coam um mosquito e engolem um camelo. Vocês são tão cuidadosos em limpar a parte de fora da taça, mas o interior esta imundo de exploração dos outros e de cobiça.... Limpem primeiro o interior da taça, então ela inteira ficara limpa... Vocês são como belos túmulos – cheios de ossos de homens mortos, de podridão e sujeira... vocês procuram parecer homens santos, mas por baixo desses mantos de bondade, estão corações manchados de toda espécie de fingimento..." (Mateus 23:8, 10, 14, 16, 23 – 28). [Antioquia, 80 A.D.] "Portanto Jesus os chamou e disse: 'Como vocês sabem, os reis e os homens importantes da terra dominam sobre o povo. Porém entre vocês é diferente... ' (Marcos 10:42,43). [Roma, 70 A.D.]
Passagens anti-hierarquia estatal(Antigo Testamento):
‘Escolha um rei para nós; veja que todas as outras nações têm seu rei’, disseram os chefes de Israel. Samuel não ficou contente com esse pedido de um rei, e orou ao Senhor pedindo conselho. ‘Faça o que eles pedem’, respondeu o Senhor, ‘pois é a Mim que rejeitam, e não a você – eles não querem mais que Eu seja o Rei deles.... Faça conforme eles pedem, mas também não deixe de avisar a eles, com toda seriedade o que é ter um rei!’. Assim, Samuel contou ao povo o que o Senhor tinha dito: ‘Se vocês insistem em ter um rei, ele vai convocar os seus filhos, e esses rapazes terão de correr na frente dos carros do rei; alguns serão obrigados a chefiar os soldados do rei na guerra, enquanto outros trabalharão como escravos; serão forçados a cultivar os campos do rei, e fazer as colheitas, sem receber pagamento; terão de fabricar armas para os soldados e equipamento para os carros de combate. Ele vai tomar suas filhas e obrigará essas moças a cozinharem para ele, fabricar pão e perfumes. Tomará de vocês o melhor dos seus campos e das suas plantações de uvas e de oliveiras e dará essas propriedades aos amigos dele. Tomará a décima parte das colheitas de vocês, e dará aos seus amigos prediletos[...]Vocês terão de entregar a ele a décima parte dos seus rebanhos, e serão escravos do rei. Vocês vão chorar lágrimas amargas por causa deste rei que estão exigindo, mas o Senhor não virá ajudar vocês’. Porém o povo não quis atender ao aviso de Samuel. ‘Mesmo assim, ainda queremos um rei’, eles disseram, ‘porque desejamos ser iguais às nações ao nosso redor. Ele nos governará, e nos conduzirá à guerra’. Samuel contou ao Senhor o que o povo havia dito, e o Senhor respondeu novamente: ‘Então faça conforme eles pedem, e dê a eles um rei’. (I Sm 8:1-22). [ VI A.C.] "Oh Israel! Vocês produziram a sua própria desgraça!. Só Eu poderia salvá-los! Onde está o seu rei? Por que não pedem ajuda a ele? Onde estão as autoridades do país? Vocês pediram um rei e príncipes! Agora, eles que tratem de salvá-los". (Oséas 13:9,10); "... os Sacerdotes formam turmas de assassinos na estrada de Siquém..." (Oséas 6:9); "o povo de Israel ficará muito tempo sem um rei ou um príncipe, sem altar, sem templo, sem sacerdotes e sem ídolos" (Oséas 3:4); "ouçam isto, sacerdotes e líderes de Israel! Escutem, membros da família real! Vocês estão condenados porque enganaram o povo..." (Oséas 5:1); "... sua religião não passa de um monte de leis feitas por homens, que aprenderam de tanto repetir" (Isaías 29:15); "Vão desaparecer os soldados, os juízes, os profetas verdadeiros e os falsos, e os velhos cidadãos; os oficiais do exército, os comerciantes, os advogados, os mágicos e os feiticeiros. Os reis de Israel serão como crianças - suas leis e suas ordens serão tolices de criança". (Isaías 3:2-4); "Não há nada que Eu odeie tanto quanto uma religião fingida" (Isaías 2:13); "Acabem com esse barulho de suas canções; eles são um barulho que incomoda meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam. O que Eu quero é a justiça correndo como um rio. Quero ver uma correnteza de justiça e retidão". (Amós 5:23, 24). [Século VIII A.C.]
Passagens anti-capitalismo (Novo Testamento):
"...eram um só na mente e no coração, e ninguém pensava que aquilo que possuía era seu próprio; todo mundo estava repartindo o que tinha..." (Atos 4:32);"Todos os crentes se reuniam constantemente e repartiam tudo uns com os outros, vendendo suas propriedades e dividindo com os que tinham necessidade. Regularmente eles adoravam juntos no templo todos os dias, reuniam-se em grupos pequenos nas casas para a Comunhão, e participavam das suas refeições com grande alegria e gratidão, louvando a Deus. A cidade inteira tinha simpatia por eles, e cada dia o próprio Senhor acrescentava à igreja todos os que estavam sendo salvos". (Atos 2.44-47);"Não se preocupem por terem ou não bastante comida para comer ou roupas para vestir. Porque a vida é muito mais do que apenas comida ou roupa. Olhem para os corvos - eles não plantam, não colhem, nem têm depósitos para guardar seu alimento, e ainda assim passam bem - pois Deus cuida deles. E vocês valem muito mais para Deus que uma ave! Além disso, qual é a vantagem de preocupar-se? Que bem faz? Isso aumentará, em um dia só que seja, a vida de vocês? Claro que não! E se a preocupação não pode nem mesmo fazer coisas tão pequenas, qual é a vantagem de preocupar-se por coisas maiores? Olhem para os lírios! Eles não trabalham nem tecem, e Salomão em toda sua glória não se vestiu tão bem como eles. E se Deus dá esta roupagem para as flores que hoje estão aqui e amanhã desaparecerão, vocês não acham que Ele proverá roupa para vocês, seus incrédulos? E não se preocupem com o que comer e o que beber; não se preocupem com nada, porque Deus proverá tudo para vocês. A humanidade cansa-se por causa da comida de cada dia, mas o Pai celeste conhece as necessidades de todos. Ele sempre dará tudo o que vocês precisam dia a dia, se procurarem em primeiro lugar ser fiéis ao Reino de Deus (...) Vendam o que têm e dêem aos que estão em necessidade. Isto aumentará seus tesouros no céu, onde não há ladrão para roubar, nem traça para destruir. Onde estiver o seu tesouro, ali estará também o seu coração e ainda seus pensamentos". (Lucas 12:23-34), [Éfeso, 90 A.D.] "Pois escutem! Ouçam os clamores dos trabalhadores que voces enganaram no pagamento. Os clamores deles chegaram até os ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês engordaram seus anos aqui na terra divertindo-se, satisfazendo todos os seus caprichos, e agora seus corações engordados estão prontos para a matança. Vocês condenaram e mataram homens bons que não tinham nenhuma força para se defenderem contra vocês". (Tiago 5:4-6)
Passagens anti-governo humano e sua corrupção (AT):
'Escolha um rei para nós; veja que todas as nações têm seu rei', disseram os chefes de Israel. Samuel não ficou contente com esse pedido de um rei... Se vocês insistem em ter um rei, ele vai convocar os seus filhos, e esses rapazes terão de correr na frente dos carros do rei, alguns serão obrigados a chefiar soldados do rei na guerra, enquanto outros trabalharão como escravos; serão forçados a cultivar os campos do rei, e fazer colheitas, sem receber pagamento; terão de fabricar armas para os soldados e equipamento para os carros de combate. Ele vai tomar suas filhas obrigará essas moças a cozinharem para ele, fabricar pão e perfumes. Tomará de vocês o melhor de seus campos e das suas plantações de uvas e de oliveiras e dará essas propriedades aos amigos deles. Tomará a décima parte das colheitas de vocês, e dará aos seus amigos prediletos... Vocês vão chorar lágrimas amargas por causa deste rei que estão exigindo... Porém o povo não quis atender o aviso de Samuel. 'Mesmo assim, ainda queremos um rei', eles disseram, 'porque desejamos ser iguais às nações ao nosso redor...' (I Samuel 8:5-6, 11-15, 18-19) [Século VI A.C.] "Os primeiros a ser castigados serão os velhos e os príncipes, que exploraram o povo. Encheram os bolsos com o que roubaram de gente pobre e humilde" (Isaías 3:14); "A minha justiça será o prumo e a régua com que Eu medirei o muro que vocês construíram: ele parece bom, mas será derrubado por uma chuva de pedras" (Isaías 29:17); "O rei se alegra com a maldade dos habitantes de seu país, e os príncipes riem das mentiras que eles contam" (Oséias 7:3); "Os líderes de Judá se tornaram ladrões da pior espécie..." (Oséas 5:10); "...O governador e o juiz exigem gratificações 'por fora'. A pessoa rica paga o que eles pedem e diz a quem devem condenar. A justiça é torcida nos planos que fazem. O melhor destes homens fere como se fosse um espinho. O mais correto é tão torto quanto uma cerca de espinheiros!..." (Miquéias 7:3,4) [Século VIII A.C.].
Passagens anti-bélicas (AT):
"Todas as armas das nações serão transformadas em ferramentas úteis, pás, arados, e enxadas. Nunca mais se falará de guerra, não haverá mais quartéis ou escolas militares" (Isaías 2:4); "... Os homens derreterão suas espadas e farão arados, das suas lanças farão podadeiras. As nações não lutarão mais entre si, porque as guerras acabarão. Haverá paz universal e todas as escolas militares e quartéis serão fechados. Todos viverão tranqüilamente em suas próprias casas, em paz e prosperidade porque não haverá nada a temer". (Miquéias 4:3,4). [Século VIII A.C.].
*fonte de pesquisa: Como nos veio a Bíblia, Edgar J. Goodspeed, 1968, Imprensa Metodista.
